#euri
Não entendo até hoje como meus amigos que leram acharam esse livro chato. Dentre os livros do João Verde na minha opinião, ele é o 2º colocado como mais legal, acima de Quem é você, Alasca?, A Culpa É das Estrelas, Will & Will e Cidades de Papel, (nessa ordem) só perdendo pra Deixe a Neve Cair, o livro em que eu mais ri de todos. Na verdade, eu sou meio grilado com drama. Não gosto de muito "Ah, ela me deixou, buá, buá, buá" mas sei que eles são importantíssimos em qualquer romance então tem uns que dá pra aguentar, como Percy e Annabeth, que são namorados mas não ficam "Oh, eu te amo!" "Oh, eu morreria por um sorriso no seu rosto!", mas cara, OTK excede um pouco o meu limite de romantismo.
Eu achava chato sempre que ele lembrava dos detalhes onde a Katherine 19 terminava com ele, e quando ele ficava muito meloso. Eu gostava de saber a história das outras Katherines, pois elas eram geralmente engraçadas ou ele se lascava então eu sempre ria. Mas, o livro, no geral, me fez rir muito. Na parte em que o Colin se finge de francês e o Hassan de tradutor eu ri demais. E ele tem muito humor em contraste com uma quantidade palpável de drama, então ele era fácil de suportar, pois logo depois do "Ah, que saudade da Katherine" vinha um "Cale a boca e volte pros livros, gênio!" e isso não deixou o livro monótono (como aconteceu na parte Depois do Quem é você, Alasca?)
O final me agradou, o que por incrível que pareca, não é normal de acontecer com as obras do John Green. Um dia, meu sábio professor de português (o melhor professor da minha vida), falou: "O problema de vocês, é que vocês gostam de dar continuidade nas histórias". E lendo os livros do João Verde eu percebi exatamente isso. Eu sinto a vontade de um final mais extenso, de uma continuação. Por isso leio sagas, pelo fato de elas serem contínuas. E aí, quando ele começa a namorar você sabe quem, e ele faz os cálculos com o teorema e ganha sua previsão, que logo depois seria desfeita e eles viveriam felizes para sempre, você entende a mensagem do livro. O problema de certos livros é terminar com metade da mensagem incompleta, incompreendida, mas esse não. Você entende no final, que o passado e o presente podem ser escritos, mas que o futuro é só uma continuação de ambos, na qual nenhum cálculo pode interferir.
É isso, espero que tenham gostado, comentem e compartilhem por aí.
Vivam em uma mansão rosa,
Felipe.
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